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A imagem do apóstolo São Tomé é considerada o artefato mais sagrado de São Thomé das Letras. Encontrada na gruta que deu nome à cidade, ela guarda séculos de história, devoção profunda e um mistério fascinante que intriga moradores e visitantes até hoje.

Quem foi São Tomé?

São Tomé foi um dos 12 apóstolos escolhidos por Jesus Cristo, conforme relatam os Evangelhos sinópticos e os Atos dos Apóstolos. Em aramaico, "Tomé" significa "gêmeo", e seu apelido "Dídimo" carregava o mesmo significado em grego. Após ver o Cristo ressuscitado e receber o Espírito Santo em Pentecostes, Tomé se transformou em um grande pregador. A tradição aponta que foi ele quem levou o Evangelho pela primeira vez à Índia, onde deu sua vida pela fé. Sua imagem pode ser vista em diversos pontos da cidade, incluindo o portal de entrada.

Os símbolos da imagem

A representação do apóstolo São Tomé carrega simbologias profundas:

A aparição na gruta

Segundo a tradição, São Tomé apareceu para o escravo João Antão quando este se encontrava refugiado dentro da gruta. O santo lhe entregou uma carta que garantiria sua liberdade perante seu dono, o Capitão João Francisco. Esse episódio é o marco fundador da história da cidade.

O mistério do roubo

A imagem que se encontra hoje dentro da Igreja Matriz, na praça Barão de Alfenas, é mesmo a original? Esse é um mistério sem comprovação definitiva, mas que alimenta as lendas locais há gerações.

Segundo uma versão, o padre da época, na véspera de sua transferência para outra cidade, teria roubado a imagem original e substituído por uma réplica muito semelhante.

Outra versão conta que foi um morador muito antigo de São Thomé que a tomou, e que a imagem original permanece escondida nos fundos de sua casa até hoje.

Talvez esse seja um mistério que jamais será resolvido. Até lá, moradores e turistas podem apreciar a réplica — quase perfeita — dentro da Igreja Matriz e as demais imagens simbólicas espalhadas pela cidade.

A descoberta na gruta: o marco fundador

Segundo os registros históricos, em 1770 o escravo fugitivo João Antão buscou abrigo na gruta da Serra das Letras, onde recebeu a visita de um estranho vestido de branco. O desconhecido lhe entregou uma carta com caligrafia perfeita, destinada ao seu dono, o fazendeiro João Francisco Junqueira. Ao investigar a gruta, Junqueira encontrou apenas uma pequena imagem de madeira identificada como São Tomé — e as misteriosas inscrições rupestres na rocha, provavelmente feitas pelos índios Cataguás, que completaram o nome: "das Letras". Esse episódio levou à construção de uma capela no local, que mais tarde daria lugar à Igreja Matriz que conhecemos hoje. Saiba mais sobre por que o nome é escrito com "H".

Onde ver a imagem

A imagem de São Tomé pode ser apreciada dentro da Igreja Matriz, na Praça Barão de Alfenas, no coração do centro histórico. A visita é gratuita e pode ser combinada com a Gruta de São Thomé, que fica ao lado da igreja — o próprio local onde a imagem teria sido encontrada.

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