
A palavra "paróquia" designa uma subdivisão territorial de uma diocese dentro da Igreja Católica e de outras denominações cristãs. De modo mais amplo, refere-se ao conjunto de fiéis que frequentam uma determinada igreja. Conheça a rica história da Paróquia de São Thomé das Letras, intimamente ligada à Igreja Matriz e à Igreja do Rosário.
A fundação — Padre Francisco Alves Torres
Quem definiu o nome "São Thomé das Letras" para a localidade foi o Padre Francisco Alves Torres, um afamado jesuíta que se tornou eremita na Serra das Letras, determinado a buscar maior proximidade com Deus através da contemplação das maravilhas da natureza.
Foi a pedido deste padre que a Autoridade Diocesana de Mariana, em 9 de março de 1770, concedeu uma Provisão para que fosse erguida uma capela em devoção ao Santo — a primeira da localidade.
A construção da Igreja
A capela de São Tomé foi primeiramente subordinada às Freguesias de Lavras do Funil e de Baependi. Iniciou-se então a construção da atual Igreja em louvor a São Tomé, tendo como autor das pinturas no forro o artista Joaquim José Del Rei, discípulo do Mestre Ataíde. As obras foram executadas entre 1874 e 1884.
No ano de 1824, o templo religioso recebeu a visita do Bispo D. Frei José da Santíssima Trindade e Sá, ocasião em que já se encontrava pronto com trabalhos ornamentais.
O primeiro vigário
Nomeado como primeiro vigário colado, o Padre João Ribeiro Maia constituiu o patrimônio da Paróquia com a doação de suas pedreiras — que haviam sido doadas pelo Barão de Alfenas à Igreja. A extensão da área ficou conhecida como "Serra do Patrimônio". Assumiu a paróquia em 1841 e permaneceu no sacerdócio até sua morte, com registros de batizados realizados até 1889.
Marcos históricos da paróquia
A história institucional da paróquia acompanha a própria evolução da cidade. Em 9 de março de 1840, pela Lei Provincial n° 164, o povoado foi elevado a Freguesia, criando oficialmente a paróquia. Em 24 de março de 1841, foi instituída canonicamente, tendo como primeiro vigário o Pe. João Ribeiro Maia, passando a pertencer à jurisdição de Baependi.
Em 1785, no local da primitiva capela, foi edificada a atual Igreja Matriz, com trabalhos artísticos de Joaquim José da Natividade, discípulo de Aleijadinho. A construção foi iniciada pelo Patriarca João Francisco Junqueira e concluída por seu filho, Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, que se tornaria uma figura central na história de São Thomé. A imagem original do Apóstolo São Tomé, encontrada na gruta, é o marco fundador desta história.
Finalmente, em 30 de dezembro de 1962, a Lei Estadual n° 2.764 elevou São Thomé das Letras à condição de município autônomo, consolidando sua identidade política e religiosa. A paróquia pertence hoje à Diocese de Campanha.
Referência: Ricardo Kayapó — São Thomé das Letras e sua verdadeira história
Horários de Missa
Quinta-feira: 15h e 19h (Matriz)
1a Sexta-feira: 15h e 19h (Matriz)
Sábado: 19h (Rosário)
Domingo: 9h e 19h (Matriz)
Horários de Visitação — Igreja Matriz
Segunda: 13h às 16h
Quarta: 13h às 16h
Quinta: 14h às 20h30
Sexta: 14h às 16h
Sábado: 9h às 12h
Domingos: nos horários de missa
Pousada Viva
Chalés exclusivos a 1.440m de altitude em São Thomé das Letras
- Piscina aquecida
- Pirâmide de meditação
- Café Nespresso
- Enxoval 300 fios


